quinta-feira, 24 de junho de 2010

Naipe no Mundial de Londres – dia 1

Faltavam poucos dias para o Mundial, e todos os jogadores aguardavam pacientemente a lista final dos convocados. Todos sabiam que o mister Grande só poderia levar 25 Magníficos para Londres, e haviam 30 pré-convocados.  No dia da partida tudo seria definido.

Na véspera da partida surge o primeiro comunicado oficial da equipa médica da comitiva:
“por motivos de lesão psicológica (excesso de bifes), Sir Alex, fica de fora da convocatória; “RantanPlan” não poderá viajar pois o avião não é à prova de roncos, logo fica fora da convocatória, “Raí” não recuperou da lesão laboral, e ficará em Lisboa a trabalhar; “Confessor” não recuperou a tempo da sua fractura exposta do 5º meta tarso do perónio direito, e para além disso vai ser pai outra vez; “Línguas” não vai porque não quer.”

Assim, às 8 em ponto (dependendo do ponto de vista) de dia 9, um a um lá foram chegando os jogadores, trajados a rigor (uns mais a rigor que outros), exibindo orgulhosamente capas ora pretas ora azuis, ora num “degrade” em tons de castanho verde e preto.  Devido à possível greve dos transportes muitos foram os que chegaram “à pele” arriscando ficar em terra.
Prestes a embarcar, mais uma baixa de vulto… o comissário de terra Craveiro, foi forçado a ficar em Lisboa, mesmo após ter tratado de checkinar toda a comitiva e certificar que ninguém ficaria para trás.

Já dentro do avião, a comitiva digeria as baixas de última hora, e ultimava planos de ataque à cidade de Londres.

Sãos e salvos em terra, cheios de fome, Mister Zé grande tomou o pulso à coisa informando que a comida mais barata se encontrava à espera da comitiva já na estação de comboio. O mal nem era das batatas, mas …o molho..hmmmm…
BD (outro dos convocados), o jogador luso em terras de sua majestade, juntou-se à comitiva tratou de dar as devidas indicações e encaminhar os navegantes rumo ao Hotel.
Em romaria, com bagagem ou sem ela, a comitiva deu-se a conhecer a Londres, primeiro de Bus, depois de Comboio e finalmente de metro (durante a rush hour), sempre a ver passar bares, pubs, padarias, kebabs, mcdonnalds e afins… vista ideal para quem tem mais olhos que barriga.
Ninguém ficou indiferente à passagem da comitiva Estudantina, sendo o comentário mais frequente :”oh, goodie, black Adder is going on tv again”.

À chegada ao Hotel, o deslumbre foi total, recepcionista de Chaves, salão de jogos aberto 24 horas, bar/restaurante com comidas tradicionais londrinas como a picanha, a banana frita e o churrasco, situado numa zona calma e silenciosa com serviços de luxo dignos de reis da Mongólia. Segundo a força tranquila do norte este Pardieiro, perdão, hotel ficava no “nível -5 estrelas. Do trono tem-se uma vista linda…”

Libertos da bagagens a comitiva optou por seguir as indicações do mister grande e rumou a picadily, seguindo primeiro as indicações do mister Hunter fazendo um reconhecimento geral às redondezas do hotel, mesmo antes de seguir as indicações do mister traffic lights para comer qualquer bucha ali mesmo.  Felizmente o mister tomou as rédeas da acção.
Já em Picadilly, depois de uma volta de reconhecimento, os jogadores cansados de toda a viagem, sentaram-se na primeira esplanada que lhes pareceu porreira. Começaram-se a ouvir os primeiros tímidos acordes… Ao fim da primeira cerveja a timidez passou, e Picadilly rendeu-se aos jogares portugueses. O público juntava-se aos magotes, curiosos de todo o mundo questionavam-se em que teatro iria estrear a nova peça de Rowan Atkinson “black adder and flash gordon”.
Aos poucos a comitiva portuguesa ia engrossando com reforços vindos de todos os cantos do mundo, 3 caloiros foram os primeiros a chegar, seguidos de Sassi directamente da Noruega e Freud, munido do seu saco de batatas, o último do dia, trazido por um camião das obras qualquer.

Seguiu-se a ronda pelos Pubs locais, tarefa árdua mas a que o protocolo obriga. Começaram pelo Zoo e acabaram em  waterloo where big brother is watching you. Cansados de tanta obrigação social, os tugas voltaram ao hotel bafejados pelo sindroma de Estocolmo.  1º dia: Missão cumprida, Londres estava aos pés dos Portugueses.

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