A Estudantina, ou grupo de amigos da Estudantina, não pára de surpreender. Desta feita, e após meses de planeamento e dura negociação, a Ex-tudantina aceitou participar num teste piloto sob o tema : “crise – há vidas mais baratas, mas essas não prestam para nada”. Utilizando a despedida solteiro surpresa do Strubert como pretexto, 23 corajosos Estudantinos, viajaram até à Suíça a fim de participar nesta valorosa experiência cientifico-politica, aproveitando na mesma viagem para conhecer a nova família do violinista Strubert (uma verdadeira aventura 2 em 1).
A aventura começou a ganhar contornos em meados de Fevereiro quando Strompert, o violinista poligolota, decidiu anunciar que estava noivo e, em Portugal surgiam os primeiros indícios da chegada do FMI. Cedo se juntou o alto comissariado da Suécia, para organizar e planear todos os pormenores da viagem, estadia e respectiva rigorosa orçamentação. A adesão foi total com a contribuição de quase todos, e facilmente se agendou a surpreendente aventura para o fim de semana de 25 a 27 de Março.
Alex e Freud, serviram de embaixadores e partiram dias antes da restante comitiva de modo a verificar que todas as condições de segurança, alojamento e comunicação estavam asseguradas.
Na madrugada de dia 25 a comitiva juntou-se e iniciou a jornada rumo ao Oriente…para Estocolmo. Já com o representante dos emigrantes portugueses em Espanha a bordo, sem perder tempo, a comitiva iniciou os contactos com a população a bordo do avião, de modo a poder avaliar melhor as suas necessidades.
Chegada a Estocolmo:
À Chegada ao aeroporto de Arlanda, o recém nomeado ministro das finanças Línguas, tratou de recolher os fundos necessários para o fim de semana, enquanto que o ministro da administração interna e traduções Confessor providenciava transportes para todos.
Na Assembleia, edifício inteligentemente aproveitado também para Hostel, onde Sassi , representante dos emigrantes Portugueses espalhados pelo resto do Mundo e arredores, esperava a comitiva, os deputados foram divididos consoante as suas convicções:
- 10 na sala do Movimento Independente Roncos e Sibilos;
- 7 na sala da Coligação Omeprazol Solidário, cujo lema “Não sejam materialistas” foi levado à risca;
- 6 no salão do Grupo Pouca Exigência - aceitamos todos excepto aquele senhor que se parece com um moscãoteiro. (nota: por lotação esgotada nas restantes salas, o moscãoteiro acabou por ser aceite).
Depois de devidamente instalados, e libertadas as primeiras ideias no trono, era tempo de surpreender o presidente honorário da Assembleia (Scooter), rumando ao seu emprego. A viagem de Metro serviu como montra do que se poderia passar durante o fim de semana: frio e muita serenata à camone! Strubert certamente não sabia o que o esperava.
1ª Assembleia:
Quando Strubert esperava receber na sua última reunião do dia, a sua futura esposa, teve que contentar-se com 23 amigos prontos para transformar um fim de semana de descanso numa completa experiência alucinante de 2 dias…. Surpreendido, Strubert liderou os latinos até ao local do primeiro Plenário, onde o Português mais brasileiro de Espanha que habita em Itália (Angel) aguardava impacientemente pela chegada dos seus companheiros para dar início aos trabalhos. Havia muito trabalho pela frente, e os deputados sedentos de acção lá foram debitando as primeiras notas, solicitando mais e mais rodadas de ideias, espalhando pelo povo presente novas ideologias serenateiras, fados alegres e espírito latino. Nesta fase a operação “Despedida de Solteiro do Studer” transformou-se simplesmente na “Despedida do Studer”. Depois de muita discussão, a assembleia foi convidada a relaxar num famoso bar de Champagne (palavra suficiente para levar Alex até ao fim do Mundo). Foi nesse bar que os Estudantinos deram mais nas vistas, Cardoso deixou marca demonstrando que vinho cerveja e whisky não podem ser misturados com champagne, Zebas demonstrou que a servi-limpa pode ser um bom negócio, e viu-se pela primeira vez na história a Extudantina dar mostras de tolerância cantando serenatas num bar cheio de amigos do primo do Raí (J.Castelo Branco).
Era tempo de fazer as contas….
Contas feitas, o estudo revelava que a assembleia tinha vivido acima das suas possibilidade e assim, aos deputados restavam 2 opções: Solicitar ajuda externa ou ir ao bolso de cada um.
Lopez, o representante da classe que não consome mas paga pelo que os outros consomem, depositou o seu voto de confiança no alto comissariado e não refilou….
Para afogar as mágoas, a comitiva, já na companhia de Semáforo representante dos caixeiros viajantes que perdem aviões, deslocou-se para um local tranquilo para testar os índices de tolerância dos porteiros locais. DuarteAgnan, esteve durante horas a testar a sua memória, decorando cada traço dos intolerantes porteiros locais, comprovando que em Portugal não há mau vinho, apenas má memória. Curiosamente, nesta altura, um fenómeno paranormal afectou todos os telemóveis dos Dantinos. A noite não podia terminar sem que Sassi tentasse boicotar todas as acções do plenário, combinando um golpe de estado com os terroristas locais – (In)felizmente o seu telemóvel não foi suficiente para convencer os gangsters e os seus planos não foram concretizados.
Por outro lado, Apito conhecedor profundo da máfia dos Táxis de Estocolmo deu lições de moral aos senhores da estrada, mostrando que possui um GPS incorporado.
As ruas aos S’s de Estocolmo não se apresentaram como dificuldade acrescida para os portugueses, todos chegaram bem a casa.
Frase da noite: “I love it” – reacção nativa após ouvir a serenata à Camone.
2º Dia – 2ª Assembleia
O segundo dia iniciou-se bem cedo, com muitos dos deputados a optarem por fazer um reconhecimento turístico do local. Strubert juntou-se à comitiva bem cedo munido de pequeno almoço trazendo consigo planos de estabilidade para o resto da experiência. O Plenário reuniu-se novamente à mesa para debater o salmão local, lamentar os gastos excessivos do passado e tentar solucionar o futuro. Pairava no ar uma refeição no Macdonalds ou pior, um regresso a casa de estômago vazio, mas foi aí que a assembleia decidiu vetar a ajuda exterior e deitar as mãos à obra – Era tempo de trabalhar para construir riqueza.
Munidos dos seus intrumentos musicais, os Estudantinos, deitaram mãos à obra e foram para a rua encantar o povo. Em formação, à antiga, a tuna deu mostras de “quem sabe nunca esquece” (mais ou menos), e mesmo com pandeiretas virtuais os tunos conseguiram transmitir a sua mensagem, Xuxu colocou tudo a arder com os seus acordes cintilantes, enquanto que Mata procurava um “spotlight” que tardava em aparecer. Nem as afinadas citaras que mais pareciam bandolins passaram despercebidas e abrilhantaram as actuações. Durante as actuações reinou a unanimidade, bem como a organização, o publico não se cansava de aplaudir e decidiu apoiar a causa dos portugueses.
Após o trabalho, os deputados tiveram direito a visita guiada pela cidade.
3ª Assembleia
A 3ª Assembleia teve lugar num espaço fechado ao público e, apesar dos muitos curiosos que iam aparecendo, os Estudantinos foram conseguindo afastar paparazzis, jornalistas, enfim… fauna em geral, com sucesso. Para esta assembleia estava agendada a presença da Chanceler da Lithuania Senhora do Condado Strubert, e foi com muita honra que os deputados a souberam receber e brindar com a simpatia do costume. Caçador, orador multilingue, liderou nos discursos, ao passo que Angel – líder do movimento Ibéria Unida com capital em Viseu, mas é melhor ser em Chaves – aprendia como livrar o seu país da ajuda externa.
No final o Alto comissariado, comunicou que não seria necessária ajuda externa, pois o trabalho tinha compensado. Como forma de prémio todos os deputados estavam convocados para uma sessão de Ópera.
À entrada da Ópera, onde hordas de limusinas faziam fila para largar os seus senhores, parecia que a entrada dos tunos não era aguardada, mas apesar das intermináveis filas que se acumulavam junto das portas, todos os porteiros chamavam pelo grupo de Vítor Carvalhal para que este pudesse ocupar o melhor espaço da Ópera. E assim foi…
Lá dentro, um ambiente digno de figurar num filme de James Bond, deixava os portugueses como peixes na água e foi fácil verificar como é bom descontrair depois de um bom dia de trabalho. No final da noite, os deputados rumaram a casa com a sensação de missão cumprida, uns lutando por lume outros desesperadamente aguardando pelo regresso da águia do Benfica que teimou em não pousar! Todo o local era bom para uma serenata!
Frase da noite: “Não sejam materialistas”
3º Dia – Um Herói improvável
E ao terceiro dia, findos os trabalhos, estava na hora da despedida. Strubert despediu-se da assembleia, enternecido pela visita, e os deputados puderam rumar a casa.
Já no avião, os tunos não se fizeram passar despercebidos, apesar de dispersos pelas várias filas do Boing 878 (modelo que nem o Micael conhecia), despertavam a curiosidade quer pelo traje que alguns envergavam quer pelos movimentos irregulares causados pela água consumida na noite anterior. A meio da viagem, depois de alguns safanões e turbulência, a tripulação solicitou a presença de um médico na secção de primeira classe. Prontamente Pedro Santos, agente de todos os médicos da EUL, num só chamamento acordou Alípio que se encontrava de chamada, junto a uma janela, e partiu em auxílio do passageiro indisposto. Depois de lhe aplicar as receitas do costume (cerveja), e estas não terem surtido efeito, o médico viu-se forçado a aplicar medicina menos convencional e salvar o passageiro enfartado da morte certa. Assim para animar a malta, o voo foi forçado a aterrar em Zurique, (onde a EUL nunca tinha estado). No final o médico retornou ao seu lugar, sendo aplaudido de pé pelos restantes passageiros, bajulado pelos seus colegas deputados e adorado pela tripulação que, em forma de agradecimento por este salvamento, lhe ofereceram 500 pontos na sua carteira de médico.
Assim a EUL retornou a Lisboa com mais umas histórias para contar e um novo herói para as futuras gerações.
Conclusões deste estudo: Quando se vive acima das possibilidades, só se evita a ajuda externa se se deitarem mãos à obra. Sem trabalho não há fortuna.
Próximo Destino: Bologna 2012!